8 de fevereiro de 2010

"E eis que estou convosco todos os dias". (Mt 28.20.)



Não temamos as mudanças e acontecimentos desta vida. Antes, olhemos para eles na plena esperança de que, à medida que surgirem, Deus, a quem pertencemos, nos livrará deles. Ele guardou nossa vida até aqui; apenas seguremos firme a Sua mão querida, e Ele, nos guiará com segurança através de todas as coisas; e quando não pudermos ficar em pé, Ele nos levará em Seus braços.
Não olhemos o que poderá acontecer amanhã. O mesmo Pai que hoje cuida de nós, ainda cuidará amanhã e todos os dias. Ou Ele nos abrigará do sofrimento, ou nos dará uma fortaleza infalível para suportá-lo. Portanto, tenhamos paz, e ponhamos de lado toda imaginação e pensamento ansioso.
"O Senhor é o meu pastor."
Não está escrito que Ele era, ou pode ser, ou será. "O Senhor é o meu pastor", é no domingo, é na segunda-feira e é em cada dia da semana; é em janeiro, é em dezembro e em todos os meses do ano; é em nosso país, e é no estrangeiro; é na paz e é na guerra; é na fartura e é na necessidade.

Uma semana de paz prá vc!!

25 de janeiro de 2010

"A tua vara e o teu cajado me consolam". (Sl 23.4.)



Na casa de meu pai, na fazenda, há um pequeno armário junto à lareira, onde estão guardados os bordões e bengalas de várias gerações de nossa família. Em minhas visitas à velha casa, quando meu pai e eu vamos sair para uma caminhada, muitas vezes abrimos aquele armário e tiramos dali o bastão que mais nos convém para o passeio. Isso muitas vezes me faz lembrar que a Palavra de Deus é um bordão.
Durante a guerra, quando pairava sobre nós o desânimo e uma constante ameaça de perigo, o verso "Não se atemorizam de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor" (Sl 112.7) serviu-me de bordão para atravessar muitos dias escuros.
Quando a morte levou nosso filho e deixou-nos quase despedaçados, encontrei outro bordão, na promessa de que "o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã".
Quando fiquei separado dos meus por um ano por causa de minha saúde, sem saber quando me seria permitido voltar para casa e trabalhar novamente, levei comigo este bordão que nunca falhou: "Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal".
Em tempos de maior perigo ou dúvida, quando todos os juízos humanos pareciam não ter nenhum valor, foi suave avançar com este bordão: "No sossego e na confiança estaria a vossa força". E nas emergências, quando parecia não haver tempo para tomar uma deliberação ou mesmo para agir, este bordão nunca me falhou: "Aquele que crer, não se apresse". — Benjamin V. Abbott em The Outlook

"Eu nunca teria compreendido", disse a esposa de Martinho Lutero, "o que significavam certas palavras de alguns salmos, as expressões de angústia de espírito, jamais entenderia a prática dos deveres cristãos, se Deus não me tivesse dado aflições." De fato, a vara de Deus é como o ponteiro do professor, que aponta a letra para que o aluno possa acompanhá-la melhor; com ela Ele nos aponta muitas lições boas que de outra forma não aprenderíamos.

Deus sempre envia, com a Sua vara, o Seu cajado.

"O ferro e o metal será o teu calçado, e a tua força será como os teus dias." (Dt 33.25.)
Podemos estar certos de que, se Deus nos envia por terrenos pedregosos, Ele nos prove de sapatos fortes; e não nos mandará a nenhuma caminhada sem nos equipar convenientemente para ela.

Uma semana de bençãos prá você!!

13 de janeiro de 2010

As pessoas tem nome e sentimento




“A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.” Lucas 06.45, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

É triste presenciarmos conversas e comentários onde quem está com a palavra, ao mencionar algo sobre alguma pessoa, insiste em tarjá-la por alguma característica; o que ouvimos é algo parecido com: “Aquele gordinho, sabe quem é?”, “Aquela do nariz achatado”, “A orelhuda”, ou “Aquele lá do dente torto”, entre outras colocações.
Como isso está errado! Não é ético, não é cristão; é desrespeitoso e vergonhoso, principalmente quando o ouvimos da boca de pessoas tão cultas.
Ninguém sai de casa para ser apontado pelos outros. Ninguém gosta de passar por isso, nem mesmo quem o faz.

"Jesus respondeu: - "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente." Este é o maior mandamento e o mais importante. E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Mateus 22.37-38-39, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

As pessoas tem nome e sentimento, e devem ser respeitadas como são, sejam suas características hereditárias ou momentâneas – como em se tratando de peso e medidas. Quem debocha dos outros, os ou tarja com deboche, demonstra imaturidade e falta de Deus no coração.
A Bíblia diz que não devemos amar este mundo, ou seja, devemos nos desapegar dos hábitos velhos e errados, pois quem ama o mundo, quem enche o peito e a boca para continuar sustentando as práticas antigas, aquilo que aprendeu fora da Palavra de Deus, está longe do amor de Deus; e assim podemos ver quem está verdadeiramente em Deus e quem não está. Quem age desta maneira tola, tarjando os outros, demonstra o quanto os ensinos de Deus estão longe de seu coração, já que é algo contrário ao que Deus ensina.

“Não amem o mundo, nem as coisas que há nele. Se vocês amam o mundo, não amam a Deus, o Pai. Nada que é deste mundo vem do Pai. Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, com tudo aquilo que as pessoas cobiçam; porém aquele que faz a vontade de Deus vive para sempre.” 01 João 02.15,16,17,Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Mais além, na Bíblia também está escrito, nas palavras do apóstolo Paulo, que não devemos nos conformar com este mundo, mas buscar a renovação de mente e alma segundo aquilo que Deus nos ensina.

“Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele.” Romanos 12.02,Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Não devemos aceitar a forma como a sociedade avalia as pessoas, como as nomeia, mas devemos ser diferentes. Somos cristãos. O amor de Cristo deve estar em nós. O amor de Cristo não faz acepção de pessoas.

“Então Pedro começou a falar. Ele disse: - Agora eu sei que, de fato, Deus trata a todos de modo igual, pois ele aceita todos os que o temem e fazem o que é direito, seja qual for a sua raça.” Atos 10.34-35,Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Jesus nos ama como somos. Jesus não ri das pessoas, não as tarja, não as desqualifica e reprova por alguma característica física, mas as ama como são e as trata com todo carinho e consideração. Jesus não faz acepção de pessoas. Quem tarja com deboche faz acepção sem perceber, porque desqualifica e rebaixa uma pessoa segundo o seu próprio conceito de beleza estética.

“Meus irmãos, vocês que creem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com aneis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: "Este é o melhor lugar; sente-se aqui", mas dizem ao pobre: "Fique de pé" ou "Sente-se aí no chão, perto dos meus pés." Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros. Escutem, meus queridos irmãos! Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e para possuírem o Reino que ele prometeu aos que o amam. No entanto, vocês desprezam os pobres. Por acaso, não são os ricos que exploram vocês e os arrastam para serem julgados nos tribunais? São eles que falam mal do bom nome que Deus deu a vocês. Se vocês obedecerem à lei do Reino, estarão fazendo o que devem, pois nas Escrituras Sagradas está escrito: "Ame os outros como você ama a você mesmo.” Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.” Tiago 02.01-09, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Mas, mais do que isso. Ao nos referirmos a alguém, antes de pensarmos em fazer uma colocação esdrúxula a seu respeito, devemos nos lembrar de que esta pessoa foi feita a imagem e semelhança de Deus; e que portanto, além de ser obra de Suas mãos, ela também leva em sua constuição o retrato do Senhor.

Gênesis 01.26:
“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” João F. Almeida Revista e Atualizada.

“Aí ele disse: - Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão.” Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Será que ainda vale nomeá-la por qualquer coisa tendo em mente que automaticamente estaremos chamando por qualquer coisa Aquele que a criou - que com orgulho fez com que lhe fosse semelhante?

“Assim diz o SENHOR, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu sou o SENHOR, que faço todas as coisas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a terra;[...]” Isaías 44.24, João F. Almeida Revista e Atualizada.

Não. Definitivamente, só compete chamá-la de “benção”, de “milagre da vida” e “da mão do Criador”. Afinal, esta pessoa já tem um belo selo pelo qual deve ser solicitada, registrado em sua certidão de nascimento; nome que lhe foi escolhido com carinho ao vir ao mundo.

Isto, além de ser sinal de educação, e de carregarmos dentro de nós bons conceitos, também é demonstração de sabermos nos colocar no nosso lugar. Pois faltar com respeito é invadir o espaço do outro. Devemos ser humildes, e não avançarmos além do que nos compete.

“Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu.” Romanos 12.03, Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Uma semana abençoada prá você!!

4 de janeiro de 2010

Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus, e partiu. (Jo 4.50.) Orando, crede. (Mc 11.24.)



Quando um assunto requer oração específica, devemos orar, até estarmos seguros de que o assunto está nas mãos de Deus; até podermos, com sinceridade, dar-lhe graças pela resposta. Se a resposta aparentemente demorar, não devemos ficar orando como quem não crê que ela vem. Tal oração, em vez de servir de ajuda, será um obstáculo, pois, quando acabarmos de orar, veremos que a nossa fé se enfraqueceu ou até mesmo se foi.
O impulso que nos leva a fazer essa oração veio evidentemente de nós mesmos ou do inimigo. Se o Senhor está-nos fazendo esperar, pode não ser errado mencionarmos o assunto a Ele outra vez, mas façamo-lo como alguém que está crendo. Não oremos de tal modo a perder a fé, em vez de crescer na fé. Digamos ao Senhor que estamos esperando e crendo que Ele nos ouviu, e desde já, louvemo-lO pela resposta.

A própria fé é robustecida quando podemos dar graças pela resposta que já cremos que vamos receber. A oração que nos faz sair da fé nega tanto a promessa de Deus na Sua Palavra, como aquele "Sim" que Ele segredou ao nosso coração. Essas orações expressam a inquietação do coração, e inquietação resulta de incredulidade quanto à resposta. "Pois nós os que cremos entramos no repouso" (Hb 4.3).

É quando ficamos mais voltados para as dificuldades do que para as promessas de Deus, que muitas vezes nascem essas orações ansiosas. Vigiemos e oremos para não cairmos na tentação de orar assim. Abraão, "embora levasse em conta o seu próprio corpo já amortecido, não duvidou da promessa de Deus" (Rm 4.19,20).

Fé não é um sentido, nem vista, nem razão — é tomar a Deus na sua Palavra. — Evans
O começo da ansiedade é o fim da fé, e o começo da fé é o fim da ansiedade. — Jorge Müller

"Visto que por tal caminho nunca passastes antes" (Js 3.4). No meio de circunstâncias confortáveis a sua fé não vai crescer. Num momento a sós com Deus, Ele nos dá uma promessa e, com palavras grandiosas e cheias de graça, confirma uma aliança conosco. Põe-se, então, à distância para ver quanto nós cremos, e a seguir, permite que o tentador venha — ah, e a prova parece contradizer tudo o que Ele falou. É nessa hora que a fé ganha a coroa. É o momento de olharmos para cima através da tempestade e, do meio dos navegantes atemorizados, exclamar: "Eu confio em Deus, que sucederá do modo por que me foi dito".

Eu sei em quem tenho crido.
Ele criou céus e terra,
Me fez, e por mim se deu.

Por isso, rujam as águas,
No que me falou, espero.
Fiel é o que prometeu.

28 de dezembro de 2009

"Até aqui nos ajudou o Senhor". 1 Sm 7.12



A expressão: "Até aqui" parece-nos um marco referente ao passado. Cinqüenta, setenta anos se passaram, e "até aqui nos ajudou o Senhor!" Por meio de pobreza e riqueza, doença e saúde, em casa ou fora, em terra ou mar, em honra ou desonra, em oração ou tentação — "até aqui nos ajudou o Senhor"!
É agradável olhar para trás contemplando uma longa alameda de árvores. É bonito vê-las erguendo-se como colunas de um templo, fechando a abóbada com seu arco de ramos. Da mesma forma, contemple as alamedas de seus anos passados e veja-os cobertos pelos ramos verdes da misericórdia de Deus, e os troncos, como os fortes pilares da Sua fidelidade e amor que sustentam as suas alegrias.
Não há aves cantando nas ramagens? Certo que haverá muitas, e todas elas cantam a misericórdia recebida "até aqui".
Mas esta expressão aponta também para diante. Pois quando alguém chega a um certo marco e escreve: "Até aqui", ele ainda não chegou ao fim; ainda há distâncias a percorrer. Mais provas, mais alegrias, mais tentações, mais triunfos; mais orações, mais respostas; mais labores, mais vigor, mais lutas, mais vitórias; e então vem a doença, idade, enfermidade e morte.
E agora, é o fim? Não! Há mais ainda acordar semelhante a Jesus, tronos, harpas, cânticos, vestes brancas, a face do Salvador, a companhia dos santos, a glória de Deus, a plenitude da eternidade, a sempiterna bem-aventurança. O crente, tenha bom ânimo, e com grata confiança erija o seu "Ebenézer", pois Quem te ajudou até aqui, Te ajudará até ao fim.
Quando lido lá na plena luz do Céu, que visão gloriosa e maravilhosa não desenrolará ante os seus olhos agradecidos, o seu "até aqui".
Os pastores dos Alpes têm o bonito costume de terminar o dia cantando uns para os outros uma canção de despedida. O ar é tão cristalino, que a canção ecoa por longas distâncias. Quando a noite começa a cair, eles tomam as ovelhas e as vão conduzindo montanha abaixo, cantando: "Até aqui nos ajudou o Senhor. Louvemos o Seu nome!"
Finalmente, como suave cortesia, cantam um ao outro a amistosa despedida: "Boa-noite! Boa-noite!" As palavras são levadas pelo eco, e de lado a lado vão repercutindo mansa e docemente, até morrer a música à distância.
Assim também, falemos um com o outro dentro da noite, até que as sombras fiquem cheias de muitas vozes, encorajando a hoste de peregrinos. Que os ecos se ajuntem, até que uma verdadeira massa sonora de "aleluias" chegue em ondas até ao trono de Safira. E quando romper a manhã, nos encontraremos ante o mar de vidro, cantando com a hoste dos remidos: "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos"!
"E outra vez disseram: Aleluia." (Ap 19.3.)
Será meu canto eterno ali: "Jesus guiou-me até aqui."

Um 2010 cheio de boas colheitas prá vc!!