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17 de outubro de 2011

Agradecendo a Deus!




O ar quente pairava pesado na pequena capela do cemitério. Os que tinham leques usavam-nos para refrescar-se. Havia muita gente. As poucas cadeiras colocadas foram logo ocupadas. Eu encontrei um canto vazio de um lado e fiquei ali de pé, observando meu primeiro funeral brasileiro.

Sobre suportes no meio da capela tinha sido colocado o caixão e nele o corpo de uma mulher morta num acidente de carro na véspera. O nome dela era Dona Neusa. Eu a conhecia por ser mãe de um de nossos primeiros convertidos, Cesar Coutinho. Ao lado do caixão: Cesar, sua irmã, outros parentes e alguém muito especial com o nome de Carmelita.

Ela era uma mulher alta, de pele escura, quase negra. Naquele dia seu vestido era simples e seu rosto solene. Ela olhava fixamente para o caixão com seus olhos castanhos e fundos. Havia algo de nobre na maneira como ficava ali de pé ao lado do corpo. Ela não chorava aberta-mente como os demais. Nem procurava consolo com os outros enlutados. Ela só ficou ali, curiosamente quieta.

Na noite anterior eu acompanhara Cesar na delicada missão de contar a Carmelita que Dona Neusa morrera. Enquanto nos dirigíamos para a casa dela, ele explicou-me como Carmelita fora adotada em sua família.

Mais de vinte anos antes, a família de Cesar visitara uma pequena cidade no interior do Brasil. Eles encontraram ali Carmelita, uma órfã de sete anos, vivendo com parentes pobres. A mãe dela tinha sido uma prostituta. Ela nunca conhecera o pai. Depois de ver a criança, Dona Neusa sentiu-se comovida, sabendo que se não interferisse, a pequena Carmelita estava condenada a uma vida sem amor nem atenção. Por causa da compaixão de Dona Neusa, Cesar e sua família voltaram para casa com um novo membro.

Enquanto eu me encontrava ali na capela funerária e olhava para o rosto de Carmelita, tentei imaginar as suas emoções. Como a vida dela tinha mudado. Fiquei pensando se a sua mente revivia as lembranças da infância quando subira num carro e se afastara para viver com uma família estranha. Num momento ela não tinha amor, um lar, nem um futuro; no momento seguinte obtivera essas três coisas.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo ruído de pés se arrastando. O velório terminara e as pessoas deixavam a capela para assistir ao enterro. Por causa de minha posição, bem no canto do prédio, fui o último a sair. Ou pelo menos pensei que fora. Enquanto andava ouvi uma voz suave atrás de mim. Voltei-me e vi Carmelita chorando silenciosamente ao lado do caixão. Comovido, parei na porta da capela e assisti o seu tocante "adeus". Carmelita estava sozinha pela última vez com sua mãe adotiva. Havia sinceridade em seus olhos. Era como se ela tivesse uma tarefa final a cumprir. Ela não se lamentou em voz alta, nem gritou de dor. Simplesmente inclinou-se sobre o caixão e o acariciou ternamente como se fosse o rosto da mãe. Com lágrimas silenciosas caindo sobre a madeira polida ela repetiu várias vezes, "Obrigada, obrigada".

Uma despedida final de gratidão.

Ao voltar para casa pensei que nós, de muitas formas, somos como Carmelita. Nós também somos órfãos amedrontados. Nós também não tínhamos nem ternura nem aceitação. E nós também fomos resgatados por um visitante compassivo, um pai generoso que nos ofereceu uma casa e seu nome.

Nossa resposta deveria ser exatamente a mesma de Carmelita, uma reação comovente de gratidão sincera pela nossa libertação. Quando ninguém mais daria por nós nem sequer o tempo de um dia, o Filho de Deus nos deu o tempo de nossa vida!

Nós também deveríamos nos colocar na companhia silenciosa daquele que nos salvou, e chorar lágrimas de gratidão, oferecendo palavras de agradecimento. Pois não foram nossos corpos que ele resgatou, mas nossas almas.

Já agradeceu o Senhor hoje?
Tenha uma semana abençoada.

7 de julho de 2010

Para começar bem o dia...



Dois tipos de vozes chamam sua atenção hoje.
As negativas preenchem sua mente com dúvidas, amargura e medo. As positivas fornecem esperança e força. Quais voce escolherá ouvir? Voce sabe que tem escolha.
"Levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo". 2Co 10-5

Voce deixa qualquer um que bate em sua porta entrar em sua casa? Não deixe todo pensamento que surge permanecer em sua mente. Mantenha-o aprisionado...faça-o obedecer a Jesus. Se ele se negar, não pense nele.
Pensamentos negativos nunca o fortalecem. Quantas vezes voce resolveu o congestionamento do transito com suas reclamações? Reclamar das contas faz com que elas desapareçam? Por que remoer suas dores, seus problemas, suas tarefas?
"Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida".
Prov. 4-23

Grande bençãos para sua vida!

13 de julho de 2009

Receba primeiro e dê depois...




O que você faz quando está em baixa no amor?
Você tenta mudar o rumo pela força de vontade?

Como se existisse dentro de nós uma destilaria de sentimento que apenas precisa de um pedaço de madeira ou uma chama mais quente. Nós botamos fogo nele e o atiçamos com resolução. Qual é a nossa estratégia típica para lidar com um relacionamento problemático? Tentar mais.

"Meu cônjuge precisa do meu perdão? Não sei como mas vou dá-lo."

"Não me importo com o quanto isso doa, vou ser gentil com aquele ordinário."

"Devo amar meu vizinho? Ok. Fazer o quê? Eu vou."

Então tentamos. Dentes cerrados. Queixo imóvel. Vamos amar mesmo que isso acabe conosco! E é possível que aconteça exatamente isso.

Será que não está faltando algum passo? Será que o primeiro passo para o amor não é para eles mas para Ele? Será que o segredo de amar é receber? Você demonstra amor por receber primeiro. "Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro." (I João 4:19).

Tardio em amar mais? Comece aceitando sua posição de filho querido e amado. "Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como Cristo também vos amou." (Ef. 5:1-2).

Quer aprender a perdoar? Então reflita em como você foi perdoado. "Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo." (Ef. 4:32).

Acha difícil colocar os outros em primeiro lugar? Pense em como Cristo colocou você primeiro. "o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia apegar." (Fp. 2:6).

Precisa de mais paciência? Beba da paciência de Deus (II Pe. 3:9). A generosidade é uma virtude ilusória? Então leve em consideração o quanto Deus tem sido generoso com você. (Rm. 5:8). Tem problemas em lidar com parentes mal agradecidos e vizinhos nervosos? Deus lidou com você quando você fazia o mesmo. "Ele é benigno até para com os ingratos e maus." (Lc. 6:35).

Não podemos amar desta maneira?

Sem a ajuda de Deus não podemos.

Se não tivermos recebido essas coisas, como podemos dá-las aos outros? Distante de Deus, "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas". (Jr. 17:9). O amor para salvar um casamento não está em nós. A dedicação para preservar uma amizade não pode ser encontrada em nossos corações. Precisamos da ajuda de uma fonte externa. Uma transfusão. Amaríamos como Deus ama? Então comecemos recebendo o amor de Deus.

Nós pastores temos sido culpados por pular esse passo. "Amem uns aos outros!" falamos em nossas igrejas. "Sejam pacientes, generosos e perdoem", argumentamos. Mas ensinar as pessoas a amar sem contar que elas são amadas é como pedir que façam um cheque sem termos depositado em suas contas. Não é de surpreender que tantos relacionamentos estão acabando. Os corações não tem amor o suficiente. O apóstolo João mostra a seqüência correta. Ele faz um depósito antes de pedir para fazermos um cheque. Primeiro o depósito: "Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos. Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados." (I João 4:9-10) e então, fazendo um depósito tão ultrajante e revelador, João apela pra mim e pra você para tirarmos o talão de cheques: "Amados, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros." (v. 11).

O segredo de amar é viver amado. Muitas pessoas nos dizem para amar. Somente Deus nos dá o poder para fazê-lo.

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

22 de maio de 2009



As brasas do amor


por Max Lucado

“Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu”. Romanos 5:5

E se você estivesse casado com alguém que você não ama – ou que não o ama?
Muitos escolhem sair.
Esse pode ser o passo que você dê. Mas se for, dê pelo menos mil outros antes.

E banhe todos esses passos em oração. O amor é um fruto do Espírito.
Peça para Deus ajudá-lo a amar como Ele ama.
“Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu”.

Peça a todas as pessoas que você conhece a orarem por você. Seus amigos. Sua família. Os líderes de sua igreja.
Deixe seu nome em todas as listas de orações disponíveis.
E, acima de tudo, ore por e, se possível, com seu cônjuge. Peça ao mesmo Deus que levantou os mortos a ressuscitar as brasas de seu amor...

Não é bom saber que mesmo quando nós não amamos com um amor perfeito, Ele ama?
Deus sempre nutre o que é certo. Ele sempre aplaude o que é certo.
Ele nunca errou, levou uma pessoa a errar ou alegrou-se quando alguém errou.
Porque Deus é amor.

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

12 de maio de 2009




Guarde o que é doce


(Max Lucado)

“Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre... se houver algo digno de louvor, pensem nessas coisas.” Filipenses 4:8.

Mude os pensamentos, e você muda a pessoa. Se os pensamentos de hoje são as atitudes de amanhã, o que acontece quando enchemos nossas mentes com pensamentos do amor de Deus? Ficar sob a chuvarada de sua graça muda a maneira como consideramos os outros?
Paulo diz absolutamente! Não é suficiente manter as coisas ruins do lado de fora. Precisamos deixar que as coisas boas entrem. Não é suficiente não manter uma lista de coisas erradas. Precisamos cultivar uma lista de bênçãos: “Tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”. Pensar carrega a idéia de meditar – estudar e enfocar, permitindo que o que é visto tenha um impacto em nós.
Ao invés de guardar o azedo, guarde o doce.

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com